Mania de Entender

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Lazer na tv, no guarda-roupa e no colchão

Ontem tive o imenso prazer der rever o filme “As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupas”. Foi como ter visto a primeira vez, não só pela alegria de rever os efeitos especiais, as batalhas e as locações, mas principalmente pela profundidade da mensagem e pela maestria de C. S. Lewis em traduzir a essência do evangelho através da fantasia e de seres mitológicos. E este momento de apreciação cinematográfica se tornou ainda mais mágico e particular para mim pela companhia de minha esposa (com um lanche carinhosamente preparado), e pelos instantes de bagunça nos intervalos comerciais (momentos em que a minha filhota saltava e dançava em cima do colchão onde eu estava deitado) .
Bem, talvez você possa curtir também esta belíssima história mas – se possível – inclua a família nesta odisséia. Certamente trará um tempero a mais e tudo ficará muito mais gostoso.

Forte Abraço

p.s. Dê uma revisada no uso do seu tempo e lembre-se: Lazer não é luxo, é necessidade. A mente e o corpo agradecem!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Alegria

Hoje venho aqui só para registrar a minha alegria e satisfação em servir a Deus. Ontem tivemos um culto em que o Senhor operou muitas maravilhas. Foram vidas restauradas, esperanças renovadas, fé fortalecida e grande alegria entre aqueles que lá foram celebrar.

Deixo aqui um trecho de um cântico como uma expressão da minha gratidão ao Senhor por tudo o que Ele me tem feito:


Não tenho palavras pra agradecer tua bondade
dia após dia me cercas com fidelidade
Nunca me deixes esquecer que tudo o que tenho
tudo o que sou e o que vier a ser
vem de ti Senhor!
Um forte abraço a todos!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Boas notícias?


Hoje me aventurei a dar aquela clássica paradinha que muitos costumam fazer em uma banca de jornal para "petiscar" as notícias do dia. Até agora me pergunto por que parei - rs. O petisco só me fez mal, estava estragado (pra não dizer podre). Um dia após o outro e às vezes me parece que os jornalistas só dão aquela requentada nas velhas notícias - se é que se pode chamar assim. Pra começar, uma foto de uma mulher seminua na capa como se a banca de jornal um altar fosse para os inúmeros ´fiéis´que olham estáticos para aquela imagem como se nada mais no mundo interessasse. Daí, outras notícias: Mortes, mortes e mais mortes. Destaque para o "mais novo" programa de alienação de massas da TV brasileira e pra variar um comentariozinho sobre o futebol. Mas até aí, nada novo debaixo do céu. E é em meio a tudo isso que uma coisa me inquieta: Cadê as notícias que refletem o que há de bom no mundo? Sim, eu já sei que ele está mal das pernas - com uma tal de crise - mas será que ninguém faz nada de bom? Se alguém acaba com o seu casamento, logo vira manchete, mas onde estão as notícias daqueles que celebram com alegria as suas bodas de prata ou de ouro? Se um artista envereda pelo mundo das drogas, logo vira notícia. Mas onde estão as manchetes que ressaltam o trabalho de pessoas anônimas que - motivadas por sua fé - se embrenham na tentativa de recuperar aqueles a quem a sociedade já descartou? E ao refletirmos sobre tudo isso, talvez alguém me diga: "mas, Rodrigo, estas notícias não vendem!". É, tenho que concordar, elas não vendem...

mas....

E daí?

Bem, acho que vou parar aqui o meu protesto, pois duvido muito que ele vire notícia - rsrsrs.

Um grande abraço!!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Descobertas...

No estudo da Teologia, percebi o quanto Deus é além do que podemos conhecer
No estudo da Filosofia, descobri o quanto o Homem é aquém do que pensa ser
No estudo da psicologia, descobri o quanto não nos conhecemos
No estudo e nos estudos percebi o quanto somos pequenos quando nos tornamos teóricos.

Resolvi ir além dos estudos e descobri que eles nada valem sem a sabedoria. A sabedoria de por em prática o conhecimento e de saber crescer como ser humano.

Daí lembrei que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria.

Sim, pois com temor percebo que Deus é além de mim, mas que cabe em mim.
Com temor descubro que o 'ser menos do que penso' é uma virtude quando resulta em humildade.
Com temor descubro que conheço a mim quando aprendo a conhecer a vida e a interagir com os vivos.
Com temor percebo que - como canta a banda Catedral - "o mundo da linguagem sem o mundo da prática é um mundo vazio".

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Dialogando com o texto de Romanos 1:1-7


Primeira Pergunta: O que está acontecendo nesta passagem?
Paulo entende que como servo (variação do grego: escravo) de Jesus, recebeu de seu mestre a incumbência de ser apóstolo, ou seja, o portador de uma mensagem que é o evangelho de Deus. A mensagem sob a responsabilidade de Paulo não é uma mensagem comum. Ele afirma que ela é uma promessa de Deus registrada através dos profetas nas escrituras sagradas.
Esse anúncio de Deus (evangelho) nos revela seu Filho que nasceu da descendência de Davi, mas que foi revelado ao mundo como Filho de Deus (fato demonstrado por seu poder e pela sua ressurreição dentre os mortos). Seu nome é Jesus, o ungido de Deus (Cristo) que Paulo confessa Senhor. E este Senhor a quem ele se refere não é apenas aquele que comissiona, mas é a própria motivação do chamado que concede meios para que um homem comum seja instrumento de convocação a fim de que pessoas de todas as nações se voltem para a obediência que surge na crença e na aceitação de que Cristo é Senhor sobre tudo e todos.
E o apóstolo traz aos romanos a notícia de que eles também estão debaixo desta convocação, a convocação de pertencerem a alguém - o que é visto com muita resistência pelos romanos em geral. Mas logo em seguida, é revelado algo que torna este Senhor especial: o fato de que ele ama os que lhe pertencem e que separa os seus para usá-los de forma incomum no meio em que vivem. Assim, Paulo saúda a todos os cidadãos a quem foi endereçada esta carta.
Segunda Pergunta: O que esta passagem revela sobre Deus?
O texto nos revela que a graça de Deus é incomparável. Ele deposita em sua criação a sua confiança e lhes entrega a privilegiada missão de anunciá-lo e de trazer à humanidade a sua vontade revelada. Sendo falhos como somos, Ele demonstra que acredita em nossa instrumentalidade e nos chama à representá-lo e viver para Ele.
Esta passagem também nos revela que Cristo se manifestou humano. Nasceu da linhagem e descendência de alguém cuja existência e notoriedade não poderia jamais ser negada pelo povo. No entanto, apesar de humano não reproduziu ou deu continuidade aos erros que ainda hoje praticamos, mas viveu uma vida de extrema obediência à vontade do Pai a despeito de toda e qualquer influência criacional ou cultural. Sendo irrepreensível, foi corroborado filho de Deus através de um fato nunca igualado: a ressurreição dentre os mortos. E este Deus em sua autoridade é capaz de transformar e capacitar o Homem usando-o conforme o beneplácito de sua vontade. Este texto nos revela ainda mais, ele nos fala do amor de Deus e seu chamado para vivermos para ele.
Terceira pergunta: O que este texto diz sobre mim?
Quando leio este texto em primeira pessoa, amplio minha visão sobre quem Deus é e quem eu sou. Deus é aquele que chama, separa, motiva, dá graça, dá autoridade, usa e ama. Em contrapartida eu sou o servo (escravo). Sou aquele que foi convocado para uma missão, a misão de anunciar quem é o meu Senhor. Sou agraciado por não merecer tamanho privilégio mas receber autenticação ao exercê-lo. Percebo, também, que minha missão é por demais repleta de nobreza pois anuncio que pesoas falhas como eu são recebida pela fé. A fé que pode ser encontrada sem bloqueios territoriais, culturais ou econômicos. A fé que pode ser encontrada em todo o lugar onde possa ser encontrado um ser humano.
Quarta pergunta: O que preciso fazer, baseado no que estou lendo?
Diante de tantas revelações, concluo que preciso crescer em Graça. Conhecer ainda mais o meu Senhor e direcionar mais a minha vida sob os propósitos dele. Redirecionar minhas vontades sem anulá-las, mas apenas submetendo-as à vontade Maior até que esta aperfeiçoe o me querer e me revista de verdadeira humanidade.
Preciso ter mais atitudes agraciadas. Ver menos resultados de meus esforços e mais da graça manifesta em me corpo de barro. Ver que a autoridade que me acompanha está acima das minhas falhas e do meu insignificante "preparo", antes, é proveniente daquele que é perfeito e cuja luz náo pode ser ofuscada por minhas finitudes.
É crescendo em graça que descubro o amor. O amor que me chama, me separa, me motiva e que me dá autoridade. Enfim, o amor que me ama.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Feliz 2009!!


A todos os irmãos e amigos, deixo aqui os meus sinceros votos de muitas bênçãos neste novo ano que se inicia. Quero deixar aqui a letra de uma música de Luiz Gonzaga, este grande representante da nossa cultura tupiniquim. É uma mensagem tremendamente atual que nos convida a desacelerar e observar que a vida pode ser vista sempre de um outro ângulo.

Um grande abraço a todos!




Estrada de Canindé
(Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira)

Ai, ai, que bom
Que bom que bom que é
Uma estrada e a lua branca
Uma gente andando a pé.
Ai, ai, que bom
Que bom que bom que é
Uma estrada e a lua branca
No sertão de Canindé.
Automóvel lá nem se sabe
Se é homi ou se é mulé
Quem é rico anda em burrico
Quem
é pobre anda a pé.
Mas o pobre vê nas estradas
O orvalho beijando a flor
Vê de perto o galo campina
Que quando canta muda de cor.
Vai molhando os pés no riacho
Que água fresca Nosso Senhor
Vai olhando coisa a grané
Coisa que prá mode ver
O cristão tem que andar a pé.
Ai, ai, que bom
Que bom que bom que é
Uma estrada e a lua branca
E uma gente andando a pé.
Ai, ai, que bom
Que bom que bom que é
Uma estrada e a lua branca
No sertão de Canindé.



quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Jesus, a alegria dos Homens


Nesta véspera de Natal, deixo a todos os meus amigos leitores, familiares e irmãos em Cristo, votos de sincera comunhão no Jesus ressuscitado!!!

E, por oportuno, segue aqui a letra de uma de minhas canções prediletas: Jesus, a alegria dos Homens - do grande Johann Sebastian Bach

É jesus minha alegria
meu prazer consolo e paz
ele as dores alivia e minh'alma satisfaz
é jesus meu sol fulgente
meu tesouro permanente
eu por'isso seguirei e jamais o deixarei



Se desejar ouvir a canção, segue aqui o link:
http://www.youtube.com/watch?v=UwkG_12Igpw&feature=related


Forte abraço a todos!!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Este sim é o natal!!! - rs

Em meio às minhas navegações, atraquei em um porto tremendamente atrativo. Foi difícil, mas depois de muitas risadas, consegui sair de lá. Segue aqui apenas um aperitivo para sua apreciação. Bom proveito!

Fonte: http://www.jasielbotelho.blogspot.com/

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Creio

Num tempo de descrença e relativismo, quero afirmar algumas coisas em que creio.

Creio que o evangelho de Cristo é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.

Creio que evangelho é muito mais do que boas práticas ou boas intenções. Ele é ao mesmo tempo espiritual e prático, muito além da fria racionalidade e do árido intelectualismo.

Creio que o evangelho de Cristo é o anúncio de um novo jeito de viver e de ser Humano; que é o anúncio de uma nova vida que só se revela debaixo da autoridade, da Graça e da misericórdia de Deus.

Creio que existe sim, uma verdade absoluta, e que esta verdade é a própria pessoa de Deus que se revela a todo aquele que - pela fé - dele se aproxima.

Creio que o problema do Homem não é social, econômico ou cultural, mas moral. E que a discrepância da vida individual e coletiva em relação ao padrão da humanidade cristocêntrica resulta na desumanização e bestialização do homem.

Creio na inerrância da Bíblia apesar da existência de questionadores teológicos e filosóficos.

Creio que religião é muito aquém de se ter vida com Deus.

Creio que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus.

Creio na graça de Deus que salva até mesmo os “insalváveis” e “imerecíveis”, fazendo valer o sacrifício de Cristo na cruz a todo aquele que se arrepende.

Creio que só existe um salvador e um mediador entre Deus e os homens: Cristo.

Creio que a suposta liberdade individual e libertária acorrenta o homem ao seu próprio ego e faz crer que toda a lei é perfeitamente burlável se for por um “motivo justo”.

Creio que a justiça divina é real e que por fim punirá a todos os que viveram em auto-suficiência moral (individualizada ou coletivizada) e recompensará a todos quantos corresponderam ao chamado da Graça.

Creio que o meu redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra.

Creio que a fé não é contrária a ciência e muito menos que a ciência seja má, mas que existem opiniões científicas adversas a fé e que ao longo da História vão convergindo na direção do Criador.

Creio que o Pai é Deus, que Cristo é Deus e que o Espírito Santo é Deus e que, ainda sim, só existe um Deus.

Creio que a salvação se dá unicamente em Cristo e que boas obras somente não são suficientes para a redenção do homem.

Creio que prosperidade não é ter muito, ou tudo o que se quer, mas ter sempre o suficiente, o pão de cada dia, sob a benção do Pai.

Creio na possibilidade de amar verdadeiramente, de perdoar sinceramente e de se viver restauração, quando se está sob a direção do Espírito Santo.

Creio que sucesso pessoal, conquistas materiais, políticas e sociais não são metas principais a serem perseguidas, mas secundárias se comparadas as grandiosas benésses do evangelho da graça.

Creio que Deus opera no natural e humano e não só no campo do sobrenatural e miraculoso.

E creio que não há inegociável, irrecuperável ou impossível aos olhos do Pai.

Por fim, gostaria de dizer que embora muitos talvez possam pensar que escrevi para tentar convencer, na verdade confesso que esta seria minha última intenção. Escrevi porque já estou convencido e porque sei que o trabalho de convencimento, graças a Deus, não é facultado a mim.

Enfim, como disse Tertuliano (155-220): `Credo quia absurdum' (creio porque é absurdo).

Sim, creio porque é ilógico, senão me contentaria apenas em entender.

Deus te abençoe (crendo ou não)

Irmãs Siamesas

sábado, 20 de dezembro de 2008

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Que maravilha!!


Lá fora está chovendo
Mas assim mesmo eu vou correndo
Só pra ver o meu amor
Ela vem toda de branco
toda molhada e despenteada
Que maravilha, que coisa linda que é o meu amor.
Por entre bancários, automóveis, ruas e avenidas
Milhões de buzinas tocando sem cessar
Ela vem chegando de branco, meiga e muito tímida
Com a chuva molhando seu corpo que eu vou abraçar.
E a gente no meio da rua, do mundo, no meio da chuva
A girar, que maravilha, a girar, que maravilha.



Composição: Toquinho e Jorge Benjor
"Deus criou as pessoas para serem amadas e as coisas para serem usadas, mas ao longo do tempo o Homem inverteu os valores, amando as coisas e usando as pessoas"

Pr. Neil Barreto

Igreja Batista Betânia
Sulacap - RJ

Pessoas

Sl 19:1


"Os céus proclamam a glória de Deus
e o firmamento anuncia as obras das suas mãos"

HO! HO! HO!


Rio de Janeiro a Dezembro: Deus te abençoe!!!!

Eu ando triste, tão desapontado

Com o coração pequeno, amargurado

O que fizeram com minha cidade?

O que fizeram com essa paisagem?

Meu Deus, me diz porque tanta loucura,

Tanta desgraça e tanta violência ?

E tanta gente impune pelas ruas

Pelas favelas todo o controle

De assassinar pelo prazer das drogas

Que droga, matar tanta gente pelas drogas

Rio de Janeiro à Dezembro, Deus te abençõe

Rio de Janeiro à Dezembro, Deus te abençõe

Tem tanta gente que hoje foge daqui

Cidade que é cartão postal do Brasil

Cidade que é capital cultural

Cidade de todos, cidade sem igual

Cidade eu quero te ver pra frente

Cidade eu peço, Deus te abençõe

E que se acabe a politicagem

De alguns que querem te ver de joelhos

De alguns que hoje cospem no espelho

Que significa Brasil no exterior.

Rio de Janeiro à Dezembro, Deus te abençõe...

Rio de Janeiro a Dezembro
Banda Catedral
Composição: Kim / Cezar / Júlio

sábado, 6 de dezembro de 2008

A Bíblia apresenta um grande erro

"Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus" - (Mt 22:29)

Este é o grande erro apresentado na Bíblia: O erro de não conhecer as Escrituras e nem o poder de Deus. E este mesmo erro pode ser cometido de 3 formas diferentes. Senão, vejamos:



1) Conhecer as Escrituras, mas não o Poder.

Existem pessoas que, levadas apenas por sua curiosidade ou pelo senso crítico exagerado dedicam-se a investigar a Bíblia apenas para saciar sua busca intelectual. São pessoas que conhecem as doutrinas e os textos bíblicos; os versículos e os estatutos, mas não tem fervor no coração e unção em sua vida. São como aqueles que viram o paralítico curado no sábado e não conseguiram ver o milagre. Viram a quebra da lei, mas não o Senhor da lei. Estes são os críticos e insensíveis. São os cristãos técnicos, os que conhecem tudo na teoria, mas que nunca encontraram o Jesus ressurreto e poderoso, que pode restaurar, transformar, modificar, curar e fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos. Estes são os que estavam espiritualmente mortos no mundo e agora estão espiritualmente mortos em sua religião.

2)Buscam o Poder, mas desprezam o aprofundamento das Escrituras.

O Profeta Oséias nos revela em seu livro que “O povo de Deus pode ser destruído pela falta de conhecimento”. Sim, a falta de conhecimento traz destruição ao povo de Deus. Muitas pessoas que priorizam a busca pelo poder de Deus são bastante ativas em sua religiosidade. Oram muito, jejuam, fazem campanhas e exercem seus dons espirituais, mas o fato é que até estas atitudes podem ser destrutivas e pecaminosas quando contrariam princípios bíblicos. É como o fariseu que orava aos pés do Senhor, mas que diante da oração do publicano, sentia orgulho em não ser como ele e orava sem ser atendido. São como os sacerdotes que Malaquias denunciou, que embora no templo, afrontavam a Deus. As pessoas que cometem este erro, são as orgulhosamente santas, são as que se afastam dos pecadores a quem Deus ama, são as que apontam e condenam, ao invés de abraçarem e restaurar. Sim, é somente quando conhecemos as escrituras que podemos fazer as coisas certas, da maneira certa, pelos motivos certos e nos momentos certos. Poder de Deus sem a Palavra de Deus é pura imaginação dos homens.

3) Não conhecer as Escrituras e nem conhecer o poder de Deus.

Neste grupo está, sem sombra de dúvidas, o maior número de pessoas. São aqueles ingenuamente corajosos que se aventuram a viver neste mundo sem a orientação e a capacitação de Deus para vencer os problemas, sem conhecer a saída para tudo isto e sem saber qual o propósito de Deus para sua vida. Estes são os que acreditam que qualquer escritura é escritura e que qualquer poder é poder. Vivem de fé em fé, de igreja em igreja, de religião em religião ou até mesmo sem fé no sobrenatural, mas com fé em sua própria força procurando um sentido pra tudo isto. E estes vivem assim, deixando a vida levar sem saber pra onde estão indo. Estes vão vivendo, sendo dia a dia machucados pela vida, vendo suas famílias deixando de ser família, sendo marcados, sendo culpados, sentindo-se engolidos pelos inúmeros compromissos que não conseguem cumprir e pela falta de esperança de quem tropeça a todo instante no mal que impera neste mundo. O resultado de tudo isso é uma vida vazia e sem sentido, uma vida sem esperança, uma vida com sabor de morte; uma vida eternamente longe de Deus.


É refletindo sobre os erros que nós podemos evitar cometê-los. Portanto, diante de tudo o que vimos, que o Senhor nos livre e nos conduza em caminhos de retidão e justiça em sua presença, e que estas palavras vivifiquem o seu coração e a sua alma para a glória de Deus pai.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Vocábulos Religiosos: Pecado


Pecado, sm. do latim peccatum; do grego hamartia.

Tradicionalmente, pecado é quebra da Lei de Deus. Literalmente, pecado é "errar o alvo", isto é, deixar de atingir o padrão estabelecido por Deus para o comportamento humano. Nos dois sentidos, pecado é o que faço ou deixo de fazer. Jesus aprofundou a definição e incluiu as intenções, atitudes e disposições de alma. Nesse sentido, ainda que eu deixe de praticar o ilícito, como por exemplo não matar, o fato de odiar me condena. O apóstolo Paulo foi mais longe e afirmou que o pecado não é apenas o que faço ou deixo de fazer, nem tampouco as disposições de minha alma, mas principalmente o mal que habita em mim e que me impede de fazer o bem. Atualizei essas definições para que me fizessem ainda mais sentido e me ajudassem a fazer escolhas no dia-a-dia. Considero pecado todo ato que, direta ou indiretamente, promove a desumanização, isto é, faz com que eu vá aos poucos me tornando menos humano e mais bestial,e, na verdade, não apenas a mim, mas também às pessoas com quem me relaciono ou estão sob minha influência. Em termos simples, pecado é o que faz mal a mim ao meu próximo e ao meu mundo. E porque faz mal, Deus proíbe.

Extraído do site da Igreja Batista de Água Branca - www.ibab.com.br

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Um pouco de História



Foi um grande professor que me revelou estas sábias palavras: A História é um espelho retrovisor por onde olhamos nossos erros e acertos de maneira a termos condições de conduzir melhor a vida.
Certa vez, em minhas navegações virtuais, me deparei com um blog muito interessante de um jornalista chamado Alberto Marques (http://pedacosdanossahistoria.blogspot.com). É um sítio que chama a atenção principalmente daqueles que moram na Baixada Fluminense no Rio de Janeiro.
Com a devida autorização, aqui reproduzo o resultado de uma pesquisa realizada pelo professor Guilherme Perez, do Instituto de Pesquisas Aplicadas da História da Baixada - IPAHB - com sede em São João de Meriti. Trata-se de uma maravilhosa postagem que nos revela um pouco do que era ser escravo em tempos de outrora.

Sirva-se à vontade!!

Memórias de um ex-escravo reprodutor em Magé

João Antônio Guaraciaba nasceu no dia 20 de setembro de 1850. Preto, alto, forte, viveu grande parte de sua vida em Magé, Estado do Rio de Janeiro, onde morreu velho, enrugado e de carapinha branca com seus bem vividos 126 anos. Gostava de andar, mas seus passos ficaram lentos denunciando o peso da idade, o reumatismo e as “oito picadas de cobras que levou na perna direita, de tanto viver nos matos”, apesar de “lúcido e ainda enxergando bem para longe e sem sofrer de surdez”. Filho de mãe angolana que o teve aos quinze anos, e o Barão de Guaraciaba “um mestiço fazendeiro comprador de escravos negros na África onde conheceu sua mãe Angelina, então negra forte e bonita”. Depois de engravidá-la, prometeu buscá-los em outra viagem, trazendo-os assim para o Brasil num veleiro negreiro. João tinha apenas quatro anos de idade. Registrado em Magé, onde “tirou certidão com testemunha e tudo”, como filho do barão e Angelina Maria Rita da Conceição (nome cristão), “por que naquele tempo não tinha disso não, a data do nascimento passava de boca em boca, de parente para parente”.
Quando foi para Mauá, então Guia de Pacobaíba freguesia de Magé, João tinha 17 anos, levado pela mão de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá “para tirar (procriar) raça de crioulo escravo para o Imperador, que conheceu aquele preto forte na fazenda do Barão de Guaraciaba, onde passou uns tempos e pensou até que ele era escravo. Chegou a querer comprá-lo, mas o pai disse que não vendia, por que João era seu filho”. Ao chegar a Pacobaíba, na barca do Barão de Mauá aquele negro de “mãos de dedos longos, braços fortes, capaz de segurar com força as mulatas e crioulas da fazenda”, viu pela primeira vez “o trem vomitando fogo e fumaça” e apesar de não ter sido escravo, “trabalhou no porto onde os barcos veleiros atracavam”. Viu diversas vezes o Imperador desembarcar no cais de Pacobaíba e pegar o trem para Raiz da Serra onde embarcava na charrete até Petrópolis. “Era um homem sempre com o rosto limpo e bem tratado”. Ficou em Pacobaíba fazendo alguns serviços para o Barão até “despois que apanhei idade é que fui escolhido para tirar raça. Na minha fazenda só tinha eu de reprodutor”. Segundo suas próprias palavras, ele só foi levado para as fazendas de Petrópolis e Correias com 23 anos de idade quando assumiu sua nova “obrigação”.
Guaraciaba afirmou que deixou mais de 300 filhos: 100 para D. Pedro II e 200 para o Barão de Mauá, fora os que teve com as mulheres da fazenda de seu pai em Campos, ainda adolescente. “Ficou nessa vida de reprodutor deitando com duas, três, quatro mulheres por dia nas senzalas em que o Barão e o Imperador mandavam até os 38 anos, quando a Princesa Izabel aboliu a escravidão” A história registra que quando João nasceu em 1850, a Lei Eusébio de Queiroz confirmava a Lei de 1831extinguindo o tráfego de escravos, punindo com penas severas os infratores. Seguiu-se a Lei dos sexagenários de 1855. A Lei de 1869 libertando os servos que fossem para a guerra do Paraguai. A Lei do Ventre Livre de 1871, e finalmente a Lei da Abolição de 1888. João se lembrava que depois que surgiu a Lei do Ventre Livre, todos continuaram escravos, “agregados às fazendas sem outro ganho que não a casa e comida simples”. Foi escolhido para ser reprodutor por que “era preto de Angola”. Os senhores queriam pessoas bem fortes para esse serviço. “Se nhô quer saber: nas fazendas que eu ficava aquelas que não panhavam prenhez comigo eram vendidas para outros fazendeiros. Os donos tinham muito interesse em mulher que reproduzisse, pra ter mão-de-obra barata, pra trabalhar a cana, o café e a mandioca”.
Achava a “atividade” legal por que “era premitido”. Ele gozava de regalias que o resto da negrada não tinha. “Jamais entrou no chicote, nem foi açoitado no tronco ou acorrentado. Nunca levou bolo de palmatória ou teve pés e mãos amarradas no instrumento de tortura chamado “vira mundo”, onde muito escravo morreu. Às vezes morriam com gangrena, de tanto esfregarem os braços nas correntes para se soltarem cortando a carne que infeccionava”. Com ele foi diferente, embora trabalhasse com os escravos do Imperador, ajudando na lavoura quando podia, tanto que era aposentado pelo Funrural e recebia mensalmente por um banco de Magé Cr$ 300,00. “É muito pouco” dizia ele “não dá pra viver não. Se não fosse os amigos não sei o que seria”. João também lembrava das canções cantadas no eito pelos escravos. Trocando branco por baranco ou furta por fruta, cantava o “Lundu do Pai João” que falava de justiça: “Baranco dize: preto fruta / preto fruta com razão; / Sinhô baranco quando fruta / quando panha casião; ./ O preto fruta farinha / fruta saco de feijão; / Sinhô branco quando fruta / fruta prata e patacão; / Nego preto quando fruta / vai pará na correção. / Sinhô baranco quando fruta / logo sai sinhô barão”.Ele era o único na fazenda que não pagava no pesado. Boa alimentação e descanso, quando nas senzalas as escravas já o esperavam. “Era uma de cada vez na cama”. João sorri mostrando seus dois únicos dentes amarelos. “De vinte que entravam, quinze pegavam filho”. Quando seu pai o entregou ao Imperador, sabia que ele iria ser “cobridor de mucamas”.
Sua descendência se espalha pela Baixada e na Serra, incluindo parentes do Barão de Guaraciaba, “mas quase não vejo”. Antigamente subia a serra até Petrópolis de trem, mas desde que o Presidente Castelo Branco extinguiu a ferrovia Mauá-Petrópolis por ser antieconômico, raramente ia de ônibus.
“Companheiro do Aleixo, no mundo acho no mundo deixo” dizia ele repetindo um ditado popular de seu tempo. Mesmo numa época em que a Igreja vigiava o comportamento sexual das pessoas, muita negra teve filho de senhores e muita senhora amaldiçoou seu marido. Gostou de algumas escravas, mas como lembrar do “jeito” delas se o tempo passou. Muitas já morreram. O que sabe é que tem filhos espalhados “pela aí” de setenta, oitenta anos e que seus traços estão no olhar e no requebro de alguma mulata de hoje, nos ombros largos e nariz afilado de algum crioulo descendente afastado de alguns de seus trezentos filhos. Naquele tempo, não bebia nem fumava “pra não estragar o corpo”. Gostava de festas: São João, São Pedro, Santo Antônio, São Jorge, São Marcos, e São Sebastião. Gostava de ver capoeiras darem os botes. Cantava e pulava até de Madrugada. Gelados nem pensar, tiram a potência do homem. “Esses gelados pareceu depois da Abolição, não servem pra nada. Só pegou no Brasil por que faz muito calor e o pessoal gosta de refrescar, mas eu conselho a juventude evitar gelados, sorvetes”.
Negro João fica meditando quando é indagado sobre quilombos. Fala sobre o da Vila de Marcos da Costa e o da serra de Santa Catarina, perto de Petrópolis.
E os capitães do mato iam lá ?
- Iam o que sinhô, então eles eram bestas? Eles se escondiam em barrancos, faziam emboscadas para as tropas, espalhavam armadilhas onde elas caiam.
O preto velho que comandava o quilombo Marcos da Costa, mesmo doente de cama dava ordens: “vai catar o milho, vai cuidar dos porcos. Eles tinham de tudo, campos de gado, plantação de milho”. João conheceu muito crioulo que fugiu para esse quilombo “onde tinha um santo que veio da África e era o padroeiro do lugar, foi trazido pela fazendeira D. Inês, da Fazenda da Glória”. Cansados de verem tanta “malvadeza dos brancos” com seus irmãos de cor, a ponto de preferirem suicidar-se a continuarem escravos, a fuga era uma forma de se libertarem. Em Pacobaíba viu chegar muitos negros e muita negra mina natural de Angola. Uns destinados às fazendas, outros eram anunciados no “Jornal do Comércio” do Rio de Janeiro pelos agentes de escravos para serem vendidos em praça pública. Esse jornal publicava desde 1827 todo o movimento de navios com saída e chegada no porto. Compra, venda, aluguel e fuga de escravos, aconselhando que chamassem a polícia para capturá-lo e oferecendo recompensas a quem o levasse ao seu dono. João afirmava que escutou muita história de negros jogados no mar durante a travessia da África para o Brasil, “pelos comandantes que não queriam ser apanhados em flagrante fazendo tráfico de escravos. Abriam o porão e pronto, todos os escravos morriam afogados ou eram comidos pelos tubarões”.
Os velhos falavam que era assim, coisa de gente muito ruim
“Diz o preto reprodutor que nunca leu jornal, nem no Império nem agora, pois é analfabeto”
“Guaraciaba ainda se lembra que a fazenda de Pedro II era ali em Mauá, perto do lugar conhecido por Ipiranga dos Remédios. Naquele tempo era católico, mas gostava de macumba. Hoje é Batista, vai aos cultos sábados e domingos”.
Faz algum tempo, trabalhava no transporte de bananas com uma carroça e uma égua de sua propriedade, depois, passou a emprestar o animal ao compadre carroceiro para continuar o serviço, “por culpa de um reumatismo, principalmente no inverno, quando as dores aumentam”. Sobre os “feitores de escravos”, nem gostava de relembrar. Falava sobre a maldade e tortura contra os negros, crianças, mulheres e homens, amarrados no tronco e açoitados. Outros feridos a bala pelos senhores que experimentavam armas ou exercitavam a pontaria.
- O pior fazendeiro que conheci foi Antônio Nicolino, um homão de quase três metros de altura que comprava 100 escravos de três em três anos. Com três anos de trabalho a negrada estava arrebentada de tanta surra. Aí ele mandava comprar aguarrás, fazia uma fogueira e matava aqueles mais fracos.
- Eles pagavam os réis (impostos), e eram donos dos negros. Mas Deus é justo e Nicolino morreu pobrezinho e ninguém chorou (aí Guaraciaba fala sorrindo) por que todo mundo odiava ele.
Nesse tempo João era rapazinho e esses crimes foram testemunhados na Fazenda do Morro Seco, em Vassouras, propriedade de Nicolino.
- Tinha escravo que também era capataz e se juntava com os brancos para bater nos pretos, cercavam a negrada na mata e mandavam bala. Nhô não sabe, mais tinha fazendeiro que se desconfiasse que algum escravo roubou, matava, que era pru mode de não panhar costume.
O velho Guaraciaba está cansado de falar e pára para tomar o café, servido na casa dos compadres onde concedeu essa entrevista. Bebe de um só gole e estala a língua. Perguntado se nunca teve mulheres firmes com quem viveu, diz que sim, a Maria Olina, a Maria Madalena e a Olícia Maria do Carmo, esta com quem, teve uma filha agora com 33 anos, Laura, que mora em Nova Iguaçu, casada com um comerciante português.
“Os moradores de Mauá sabem de sua última mulher, Maria Olícia, que ele diz ser a mãe de Laura, morreu há três anos, com 50 anos. Aí o velho ficou mesmo só, dando suas caminhadas, mas ainda com vontade de caçar negas por aí”.
Acordava de manhãzinha com o cantar dos galos e dormia às oito da noite. Só sabia das horas orientando pelo sol. Não tinha relógio. Perguntado se gostaria de conhecer Angola, país onde nasceu, disse que “gostaria, mas só se fosse de navio”, pois “acho bonito o mar”. São quatro horas da tarde e o velho Guaraciaba quer ir embora pra casa, “hoje não foi almoçar com seus outros companheiros crentes, comeu arroz, feijão e peixe aqui mesmo na casa do compadre Jorge Carroceiro. Quer ir descansar”. Aceita uma carona. Está chovendo e a tarde vai antecipando a noite. Indica a estreita estrada de barro rasgada no mato, que João conhece bem, levando a um pequeno barraco de estuque com quintalzinho nos fundos, onde uma bananeira ao lado da porta tomba com o peso do cacho. Ao saltar do carro gemeu, ao botar a perna direita das oito picadas de cobras e pisar no chão com lama que agarra nos sapatos. Casebre acolhedor, mas que ele desejava melhor, pois nem porta firme tem, embora não se preocupe com ladrões, não há ali nada para roubar.
“Ficaram de me dar uma casa, mas acho que estão esperando eu morrer, diz brincando com um sorriso, pitando seu cachimbo de barro deixando um cheiro de fumo no ar. Na sua pureza ainda acredita em almas do outro mundo, rezando muito para elas não aparecerem em sua vida, principalmente quando vai a Piabetá a pé, sozinho pela estrada, chegando lá ao anoitecer”.
Dentro do barraco somente uma velha cama com colchão de palha forrada com trapos e algumas panelas sobre um armário. Seus bens mais preciosos cabiam dentro de uma lata vazia de leite em pó. Ali eram guardados a certidão de nascimento e um folheto evangélico, nada mais. “Quando quiser escrever uma carta (e pretende pedir uma casa ao Governo), recorrerá à dona Maria e ao seu Miguel, os compadres crentes”.
- O senhor sabe o nome atual do Presidente da República?
- Não sinhô.
- Quais o que o senhor se lembra?
- O Hermes da Fonseca, o Floriano Peixoto.
“Para ele o mundo era ali. O radio da vizinha irradia ao longe o jogo Fluminense e Olaria transmitido do Maracanã. Um avião quadrimotor passa baixo em direção ao Galeão. Vem de longe também música no rádio, ouvindo-se Jards Macalé cantando “Hei Cantareira” de Jackson do Pandeiro”.
Ali, naquele fim de mundo “Guaraciaba não tem luz, gás, telefone, campainha, porteiros, síndicos, cobradores, talvez nunca tenha sido recenseado pelo IBGE, os Correios não sabem seu endereço. Mas dorme com canto de grilos nos matos, olhando as estrelas nos céus das noites limpas sem poluição”. Na chegada da noite chuvosa, despediu-se dos repórteres desejando boa viagem e perguntando se sabiam seguir pela estrada até Magé. Agradecidos, eles prometeram voltar para atender o seu pedido:
- Trais uns agasaios pra mim, viu? Aqui faz muito frio.

* POSFÁCIO
Reconstruí essa História seguindo as pegadas do repórter Luiz Carlos de Souza e o fotógrafo U. Dettmar do Rio de Janeiro, que numa manhã chuvosa de sábado, dia 7 de junho de 1975, chegaram à Guia de Pacobaíba, Mauá, Distrito de Magé, em busca de João Antônio Guaraciaba, ex-reprodutor de escravos, para ouvirem seu depoimento.
Publicado na mesma época em forma de reportagem, na revista “Livro de Cabeceira do Homem” pela Editora Civilização Brasileira, e hoje perdida na poeira do tempo, procurei reescrevê-la resumindo o extenso texto, numa tentativa de resgatar das cinzas do esquecimento, um pedaço vivo e cruel da escravidão, ressuscitado da memória desse interessante personagem, e integrando-o na Historia da Baixada Fluminense.
Guilherme Peres (Pesquisador e diretor do IPAHB - Instituto de Pesquisas Aplicadas e Histórias da Baixada Fluminense)