Mania de Entender

sábado, 24 de abril de 2010

Aventuras Paternas II: "O controle Remoto"


Enquanto aguardava o filme, minha esposa assistia ao "emocionante" desfile - Miss São Paulo. Sabendo que ainda tínhamos 25 minutos para aguardar, mencionei uma mudança de canal, solicitei o controle remoto e, sem perceber que a filhotinha* assistia atentamente, modifiquei a programação.

De repente, fomos surpreendidos por uma voz estridente de criança que dizia assim:


"Quando eu crescer eu vou ficar bem grande e esse controle remoto vai ser meeeeeeeeeeeuuuuuuuu!!!!".



O que fizemos depois disso?

Ora, muitas gargalhadas em família!!!

Grande abraço!!


* 3 aninhos

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Convite à Revolução!!!!

“Filho meu, se os pecadores te quiserem seduzir, não consintas.” - Pv 1:10

Como é difícil fazer a coisa certa.

Se você encontra pelas ruas um celular de última geração, logo vem a vontade de tirar o chip e ficar com o aparelho. Se “cai” um dinheiro a mais na conta bancária, surge uma voz interior que não para de gritar: “Faça um saque!”. E quando o ar condicionado joga o valor da conta de luz nas alturas, que vontade de fazer um “gato”, ou melhor, “um tigre”.

Por outro lado, falar a verdade é difícil, pagar a multa ao invés de se corromper é difícil e dar lugar no ônibus àquela velhinha após um dia cansativo de trabalho, nem se fala. E como se tudo isso ainda não bastasse, sempre aparece alguém que diz: “O que há de mal? Todo mundo faz, não é?

O grande desafio que temos é o de não consentir que as pessoas agreguem maldade à nossa vida. Não podemos deixar que outros nos tornem uma pessoa pior. O outro que eu conheço muitas vezes é forte porque ataca justamente o meu desejo de aceitação. Ninguém quer ser rejeitado, ninguém quer ser visto com estranheza e por isso muitos sucumbem fazendo até o que não gostariam simplesmente porque estão na presença do outro.

Já o plural (outros) é bem pior. É pior porque assume quase o papel de uma força que não pode ser combatida. Pois, se todos os outros fazem, porque eu não faria? Se os outros fazem e se dão “bem”, porque eu também não faria? Trata-se aí de um desejo de aceitação coletiva, pois a pessoa não quer se sentir alheia ao grupo, à tribo, à raça ou simplesmente aos outros. E é por causa desta filosofia que a humanidade pouco a pouco vai se bestializando, se corrompendo e se auto-mutilando.

Por estas e outras que eu te convido a uma revolução. Uma revolução de comportamento.

Você não é massa de manobra e não precisa ser o eco da sociedade do jeitinho. Seja uma parte que não se conforma ao todo. É preferível andar na contramão do sistema a ser cooperador do mal. Busque o bem dos outros e siga as leis máximas da vida: “Ame a Deus sobre todas as coisas e não faça às pessoas aquilo que você não deseja que elas te façam”.

Certamente seria utopia acreditarmos que alcançaríamos todo o mundo, mas com certeza cada um de nós tem um raio de ação. O bem que fazemos, o exemplo que damos e as palavras que dizemos, podem até não mudar o rumo da humanidade, mas certamente podem fazer melhor o mundo das pessoas com quem convivemos.

Soli Deo Gloria

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Aventuras Paternas - parte 1


Bem, estive pensando que deveria postar algumas das belíssimas experiências de ser pai e achei que seria interessante compartilhar algumas pérolas da minha filhota aí ao lado.

Há algumas semanas atrás saí de casa atrasado, ou melhor, muitíssimo atrasado. Daí percebi que era necessário um pouco mais de peso no acelerador do verdinho (é assim que minha filha chama nosso carrinho) e mandei ver - creio que cortei o Barichello logo de cara e passei o Massa já quase na chegada. Daí, um silêncio mórbido tomava conta do veículo e apesar de eu não ter virado para olhar, creio que a esposa e a filha faziam a mesma oração - rssrsrs.

Bem o fato é que na chegada, após aquele estridente barulho de freio de mão puxado, retiramos ela da cadeirinha e após cambalear duas vezes, soltou a pérola:

"Que passeio incrível, hein???"

"Eu nunca passei por isso em toda a minha vida!!!!"

Nessa hora não aguentamos. Muitos sorrisos, muitas gargalhadas e o alívio em saber que havíamos chegado a tempo.

p.s.Não corri tanto assim não!!!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

formspring.me

Perguntas? http://formspring.me/prrodrigorj

formspring.me

e ai Rodrigo, vc tb no Formspring? que legal.P. Qual foi a situação mais difícil no seu Ministério? Graça e Paz!

Olá amigo!

Que bom te "ver"-rs

Bom, creio que a situação mais difícil do meu ministério se deu no intervalo entre ministérios -rs. Eu explico: Estava em mudança de igreja, e neste intervalo, passei uns oito meses pastoreando pessoas sem igreja em meu trabalho secular. Foi um período muito difícil.
Era membro da igreja, mas pastoreava os sem igreja.
Deste período, tive recentemente a notícia de que uma pessoa convertida em nosso trabalho naquela época (2005 - 2006) se mantém firme até hj em uma Assembléia de Deus daqui do município. Só por isso, já valeu a pena.

Abração, amigo!

Ask me anything

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Joy in the School


Material Escolar:
Muitos reais.

Estar presente no primeiro dia de aula da filhotinha:
Não tem preço!!



quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009


"Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios" - Salmo 90:12


O escritor do citado salmo nos conclama a contarmos os nossos dias. Contar os dias é muito mais do que utilizar a matemática na contagem de tempo ou anos vividos, mas é atentar para a importância de cada dia e agradecer ao Senhor por nos sustentar em cada adversidade e nos premiar com momentos memoráveis e dignos de lembrança. Contar os nossos dias não é tarefa fácil, por isso o salmista nos orienta a pedir a Deus que nos ensine.

Normalmente tendenciamos a olhar a nossa história sob lentes que exaltam as alegria e ocultam as tristezas. No entanto, Deus nos ensina a olhar a importância de todos os momentos e especialmente aqueles que nos fizeram pensar e repensar atitudes e palavras; momentos que nos forjaram e produziram maturidade em nós. As cores escuras que também compõem o nosso "tapete existencial" contribuem para a composição final que revela a habilidade do grande artesão que é Deus. Aquele capaz de produzir boas coisas como fruto de momentos onde só enxergávamos lutas. Sim, o que somos hoje é fruto do que aprendemos no passado e nos faz lembrar que para dirigir para a frente precisamos de retrovisores.

O último e não menos importante aspecto deste versículo é o fato dele destacar que a consequência de saber contar os nossos dias é alcançarmos sábios corações. Corações que não só possuem conhecimento, mas que sabem aplicá-lo. Corações que, sendo sábios, reconhecem Deus em seus caminhos e dedica-se a conhecê-lo ainda mais, pois a bíblia revela que "o temor ao Senhor é o princípio da Sabedoria".

Que a cada dia, que a cada novo ano, possamos sinceramente fazer do pedido do salmista o nosso eterno pedido.

Feliz 2010!!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O Sentido


Sim, eu tenho tentado...

Tenho tentado ensinar à minha filha o valor do agradecimento,

o valor da gentileza e o valor da família.

Tenho tentado mostrar as belezas naturais que ainda insistem em gritar: "Me apreciem!!"

Tenho tentado ensinar a ela que "Eu te amo!" é algo pra se dizer e viver

e que Deus nos ama, pois a deu para mim e me deu para ela!




Sim, eu tenho tentado...

Tenho tentado mostrar a ela que dia das crianças não se resume em um dia no ano,

que a Páscoa tem sentido

e que o Natal é mais do que uma festa tradicionalmente vazia e comercial.

Tenho tentado mostrar que coleguinhas nos dão a chance de compartilhar,

que a competição não é mais importante do que vencer os próprios limites

e que podemos o melhorar o mundo de quem convive conosco.



Sim, eu tenho tentado...

e me alegro em vê-la observando um presépio.

Observando um menino que encerrava em si a potencialidade da vida e da mudança,

que nos lembra que mesmo sendo pequenos, podemos ser grandes se estivermos onde o Pai deseja.


E como pai eu reconheço minha finitude e minhas limitações, mas eu tenho tentado.

E continuarei tentando pois sei que os obstáculos que o mundo tenta nos impor,

somente existem para serem vencidos,

e que nossas tentativas são válidas e eficazes,

quando nossos olhares estão constantemente voltados para aquele que é o sentido do natal!!


Que Deus me ajude em minhas tentativas!!!





sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Esperança!!

"Aqueles que ouvem a melodia do futuro plantam árvores a cuja sombra nunca se assentarão. Mas não importa. Eles se alegram imaginando que as crianças amarrarão balanços nos seus galhos"
Rubem Alves

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Médicos doentes

"A Polícia Civil de Sergipe investiga uma médica acusada de ter ofendido com palavras racistas um funcionário da empresa aérea Gol, no Aeroporto Santa Maria, em Aracaju. Em um vídeo feito por celular e divulgado pela internet, Ana Flávia Pinto Silva aparece chamando Diego José Gonzaga de 'nego', 'morto de fome' e 'analfabeto', além de humilhar outros funcionários da companhia aérea por ter chegado atrasada para o check-in de um voo para a Argentina, onde passaria lua-de-mel."
"O Boletim de Ocorrência, registrado preliminarmente na Delegacia de Plantão de Aracaju relata que a médica teria invadido o espaço destinado aos funcionários da companhia aérea após ser informada de que não poderia embarcar. Em depoimento à polícia, o supervisor da Gol disse que a médica teria ficado descontrolada e gritado que a viagem para a Argentina seria de lua de mel. Em seguida, ainda de acordo com o depoimento do funcionário da Gol, ela passou a quebrar objetos do balcão da empresa e a jogar papéis no chão. " - Fonte : http://www.snn.com.br/noticia/56344/10/policia-investiga-caso-de-racismo-contra-funcionario-da-gol-no-aeroporto-de-aracaju.html
Creio que este fato já tão divulgado pela mídia veio a cair como uma luva para algo que já estava pensando em postar há algum tempo, pois agora - em 8 de outubro - tive o prazer de completar 8 anos de vida pública. Foi em 2001 que resolvi pleitear uma vaga de nível técnico para o quadro público da Saúde do município no qual resido, e foi neste mesmo ano que fui aprovado e classificado em concurso para a área da qual me identifico: a administração. Durante esse tempo de labor estatutário, trabalhei boa parte do tempo em áreas muito singulares: Na Coordenadoria de Administração da Secretaria de Saúde e no Instituto de Previdência dos Servidores Públicos, tendo somente agora - no corrente ano - a experiência de lidar com médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem em seu ambiente "in natura", ou seja, nas dependências de um referenciado hospital. Já em princípio de conversa gostaria de resumir pra você a minha experiência com uma frase que disse à uma médica local: "Estou profundamente decepcionado com a classe médica".
É claro que não vou aqui cometer o erro das generalidades, pois certa vez alguém muito sábio já disse que "toda a unanimidade é burra", e muito menos pretendo aqui me pronunciar quanto as competências técnicas de cada profissional. No entanto, o que quero destacar é a minha experiência pessoal relacionada ao microuniverso em que me encontro (um único hospital) e expor aos leitores que me acompanham algo que talvez desconheçam.
O fato é que tenho visto em grande escala uma "doença"chamada arrogância, e porque não dizer, uma "epidemia megalomaníaca" entre a esmagadora maioria dos médicos daquele nosocômio. Enfermeiros, técnicos de enfermagem, administrativos e auxiliares de enfermagem são tratados como objetos de segunda classe. Percebo que os médicos se autoprotegem em suas "panelinhas" e tratam qualquer ser externo a elas de uma maneira que seria estranha ao mais excluído pária indiano. Tenho visto que eles não pedem, mas dão ordens. Não falam, mas vociferam contínuas críticas a todos os que não pertencem a sua classe.
Para não correr o risco de ser individualista em minha percepção, fui conversar com os mais diversos funcionários e pude perceber as imensas feridas em suas almas e em suas estimas, causadas por pessoas que se acham semideuses ao cuidar do corpo enquanto destroem as almas daqueles que as cercam. Não foram poucos os relatos de maus tratos, xingamentos e humilhações, e isso me faz pensar que os que cuidam do corpo humano precisam aprender a serem Humanos.
Já um outro aspecto importante a destacar é o corporativismo. Esquemas e mais esquemas são montados para garantir a lei do menor esforço. O chamado Estar Médico é o ambiente preferido daqueles que se revezam em proporções desproporcionais de atendimento (principalmente no período noturno). São poucos trabalhando e muitos dormindo. Nas altas madrugadas, os poucos que estão no turno (pra não enfatizar o singular) atendem lentamente a fim de que o tempo logo passe e que passando, a bola seja logo passada para o próximo colega.
Uma outra coisa interessantíssima que encontrei foi o hábito de transformar funcionários plantonistas em babás. Sim, a imensa maioria não sabe, mas médicos costumam ter sono de urso e não conseguem acordar com despertadores ou celulares. Por este motivo, desenvolvem seu lado lúdico ao desenhar suas caminhas em esquemas detalhados de posicionamento e horários a fm de que a pobre equipe de enfermagem ou os terceirizados os acordem durante as madrugadas. Estes últimos - com receio de quebrar a tradição milenar - se dirigem aos seus quartos e no escuro (não podem acender a luz) identificam o médico da vez para que com voz mansa e suave possam dizem em seus ouvidos: "Ei Doutor, está na hora, tá?". Bem, não preciso nem dizer que já nos primeiros dias não me sujeitei a tal coisa. E sabem o que ouvi?
- "QUEM VOCÊ É AQUI DENTRO?"
- "VOCÊ ESTÁ NO LUGAR ERRADO, HEIN?".
Bem, sinceramente, não sei o que dá a algumas pessoas o direito de se acharem superiores às outras, mas diante destas experiências tenho constatado que a classe médica em sua esmagadora maioria no hospital onde trabalho, encontra-se doente. Não posso falar de outros lugares, pois como disse no início, relato apenas a experiência que tenho vivido.
A grande verdade é que cada vez mais percebo a extrema necessidade de nos achegarmos e atendermos ao chamado de Jesus que nos faz um necessário convite em Mateus 11:29 dizendo: "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma".
É chegado o tempo de termos humildade para examinar o nosso interior e sinceridade para procurar em Cristo a ajuda que precisamos. Se você que está lendo este post é médico e não se enquadra no que relatei, parabéns a você! Continue sendo exemplo aos outros. Mas se você enxergou suas práticas através dos olhos de quem convive neste ambiente, peça perdão a Deus e aprenda em Jesus como mudar a sua atitude. O principal beneficiado será você.
E para finalizar este post, deixo aqui sábias palavras daqueles que humildemente já conseguiram enxergar a finitude que acompanha toda a nossa raça e a necessidade que temos de nos humanizar a cada dia.
"A medicina é a ciência das verdades transitórias,
pois os conhecimentos mudam constantemente."
José A. Pinotti, deputado e professor emérito da USP e da UNICAMP
"Os alunos [das faculdades de medicina] são cada vez mais técnicos, mais científicos na sua abordagem, em detrimento da relação com o paciente. Cerca de 30% da cura ou do cuidado depende da empatia: eu [médico] dando o meu melhor possível, ele [paciente] acreditando, e nós juntos trabalhando para superar aquela dificuldade e dividindo nossas preocupações. É isso que faz um tratamente efetivo, não é simplesmente dar uma droga. Temos de reumanizar o curso médico. Está muito técnico e isso está influenciando a prática médica."
Bráulio Luna Filho, médico e livre-docente da Universidade Federal de São Paulo.
"É melhor conviver com a doença do que com certos médicos, pois a doença nos lembra da nossa fragilidade enquanto alguns médicos fomentam a nossa hostilidade"
Anônimo
"A medicina vence batalhas, mas não vence a guerra.
Ela não derrota a mortalidade do corpo"
João Pereira Coutinho, jornalista

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O grito suave de Deus

Certa vez, em visita ao então Papa Paulo VI, Dom Helder o percebeu preocupado e pode ouvir o motivo de sua inquietação. Paulo VI lhe falava sobre sua preocupação com a crescente secularização européia e não sabia se era possível reevangelizar a Europa. E foi diante de uma pergunta sobre o que fazer para mudar este quadro que Dom Helder Câmara respondeu:
"Deixe o Estado do Vaticano e a Catedral de São Pedro. Vá viver como um pobre numa igreja singela, num bairro marginalizado, e a Europa perguntará pelo evangelhos outra vez".*
Bem, não precisa nem dizer que ele não foi ouvido.
Interessante, porém, é que este grito profético ecoa de tempos em tempos aos ouvidos daqueles que se sentam no "trono de Pedro". Francisco de Assis também gritou, no entanto sua voz também não foi ouvida. Outros como John Wicliff também gritaram, mas não só não foram ouvidos como também foram silenciados.
Quando penso na voz do Pai, creio sinceramente que Deus frequentemente "grita" conosco. Grita com voz suave e, acredite, Ele consegue fazer isso pois não há nada impossível para o Senhor. Ele grita porque em muitos momentos de nossas vidas já não conseguimos ouvir sua voz. Grita porque se preocupa e grita porque ama. E se gritos são palavras estridentes, o que não seria então a palavra que rompe as barreiras do conteúdo sonoro e se materiliza, e se encarna? O que não seria a pessoa do próprio Cristo, tendo em vista que ele é a palavra além das palavras? É a palavra que não é só dita, mas vista e sentida. Cristo é o Grito que nos convoca a reaprendermos o significado do que é Ser Humano. E, infelizmente, quando esta voz, esta palavra, este grito não é ouvido; não é sinal de que estamos apenas surdos, mas de que não temos mais ouvidos.
E diante de tudo isso, resta-nos nesta hora darmos ouvidos à nossa voz interior que suavemente grita nos perguntando:
Será que temos ouvido?
Será que temos ouvidos?
Sim, para cada um de nós fica aqui um suave grito:
"Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas"
Que Deus tenha misericórdia de nossa audição espiritual!!
* fonte da citação: Revista Últimato (Maio-Junho 2009) - pág 21

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Chefe é Chefe!!!

No mundo corporativo a existência de chefia é indispensável, porém, muitas vezes não desejável. A responsabilidade de quem chefia aliada a diversas características pessoais, dão a figura do chefe a imagem de alguém que existe para controlar, tirar a liberdade e até muitas vezes oprimir.
E não importa quão bons, opressores, incompetentes ou competentes possam ser, o fato é que sempre haverão aqueles que falarão mal deles pelas costas e os ridicularizarão, assim como aqueles que tentarão de todas as formas passá-los para trás. Mas o que Deus diria àqueles seus servos que são subordinados no mercado de trabalho? Será que o Senhor se importaria com o nosso trabalho a ponto de nos dar um conselho certeiro sobre o assunto? Bem, a Bíblia Sagrada em 1 Timóteo no capítulo 6, versículos 1 e 2, nos orienta quanto a este particular.
Primeiro, levando-se em conta o contexto escravagista daquela época, o apóstolo Paulo destaca a relação do que serve com aquele que detém o poder. Certamente, nenhum escravo gostava de ser escravo, pois a liberdade é algo desejável em si mesma e ser escravo de uma outra pessoa é algo que não faz parte do ideal de vida de ninguém. No entanto, a Palavra de Deus ressalta uma coisa chamada respeito. A despeito de qualquer discordância no campo das idéias, o respeito à autoridade é algo que deve permear a mente de quem é subordinado. E respeito não está ligado à obediência momentânea ou circunstancial, mas sim a um estilo de vida em que respeitamos o ser humano e não compartilhamos de maledicência ou desonestidade. Ser respeitoso não se trata de agir em conformidade somente na presença, mas principalmente de agir com hombridade na ausência. Ser desrespeitoso com àqueles que nos lideram é manchar o nosso testemunho como servos de Deus e provocar um mal juízo sobre o procedimento daqueles que se identificam como tais.
Já um outro aspecto desta relação com a chefia é o daqueles que trabalham para pessoas da mesma fé. Não é incomum encontrarmos aqueles que não aprenderam a fazer distinção entre ambientes e se acham no direito de trabalharem com desleixo ou se permitirem abusos de comportamento dado a crença em comum. No entanto a Bíblia lança sobre estes "irmãos-funcionários" a responsabilidade de se dedicarem ainda mais para não permitirem que o excesso de liberdade se torne uma via de descontentamento, enfraquecimento de relacionamento e posterior demissão.
Lembre-se sempre que o "Temor do Senhor é o princípio da Sabedoria". Aja com sabedoria e certamente no tempo oportuno você colherá os frutos.
Um forte abraço!!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Desesperados pela vida

Afogamento é algo paradoxal em si mesmo e eu explico.
O afogado é aquele que está desesperado para viver, mas que no seu desespero tende a sufocar e afogar o salva-vidas que o socorre. É alguém que está rodeado de uma realidade que o agonia e que literalmente lhe tira o fôlego, mas é alguém que se debate arriscando a vida do seu próprio salvador. Ao mesmo tempo é alguém que não tem forças em si mesmo para vencer a situação aterradora em que se encontra e que precisa de um auxílio externo que mude a sua sorte.
A vida é algo paradoxal em si mesmo e eu explico.
O Ser Humano é aquele que está desesperado para conhecer a vida quando a vida só lhe apresenta a morte. A morte das instituições, a morte do respeito, a morte dos limites, a morte do planeta. Viver é eguer a mão em meio ao sufoco da busca pela esperança, da busca pelo sentido e da busca pela felicidade. É tentar acertar quando o certo já foi acertado e quando e erro não é mais errado. É mergulhar na amplidão do conhecimento e se afogar na falta de opção. É andar rodeado de gente e estar só em meio a multidão. Sim, a vida que esta vida nos apresenta é um paradoxo; um paradoxo que sufoca e que indiscriminadamente afoga.
E é justamente neste mar de esquecidos que Jesus se arremessa. E enfrentando as ondas bravias ele se lança mesmo sabendo que muitos viveriam o novo momento sem nunca se lembrar do salvador. É em meio ao nosso sufoco que abre os seus braços revelando que nele está a nossa salvação. E como afogados que somos nos debatemos. Queremos subir enquanto o afogamos, queremos ser vistos enquanto ele desaparece embaixo de nossa falsa independência e autosuficiência momentânea. Respiramos por pouco tempo sem nos darmos conta de que sem ele sucumbiremos eternamente em meio as ondas da perdição. Mas ainda assim ele não desiste de nós. Como o maior dos salva-vidas está disposto a morrer pelo que está morrendo. E percebendo nosso desespero, não mede esforços em ser o meio para que alcancemos a vida. É agredido e vitimizado, mas com a sua morte ele cumpre a sua missão. A missão de nos dar a verdadeira vida, não mais na fluidez dos mares, mas firmados na rocha. Em uma nova realidade onde o afogamento existencial já não mais existe.
É somente através da confiança e da rendição que o afogado se permite salvar. Portanto, em meio às ondas bravias que te sufocam eu te convido a confiar em Cristo, a se render em sua presença e a se lançar em seus braços!
"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto"

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

JB2009 News

Olá amigos!
Pra quem não conhece este a direita na foto é o Pr. Atilano Muradas. Alguém que tive o privilégio de conhecer pessoamente no dia de hoje e que estará abrilhantando o "Juventude Brasileira 2009".
Ao buscá-lo tive a grata satisfação de assistir um belo sarau com o irmão Silvestre Khulmann no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (na tijuca/RJ) e finalizar o dia apreciando a 'batucada brasileira' em um show pra lá de vip do cantor Diogo Nogueira na casa do Marinheiro. Pra dizer a verdade pra mim a atração não foi o Diogo, mas sim os seus músicos que realmente mostravam muita perícia naquilo que faziam.
Certamente valeu a pena! Mas uma experiência gratificante como aprendiz de músico que sou.
No retorno, tivemos o prazer orar com o motorista de táxi falando de Cristo para ele.
Agora (uma da manhã) é hora de repor as energias para um dia bastante esperado!
Forte abraço a todos!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Juventude Brasileira 2009 - Primeiro Dia



O povo brasileiro é um povo muito alegre. Música e dança são apenas algumas das muitas marcas que caracterizam com tamanha força essa nossa cultura, mas certamente a obstinação é uma das características principais. Em meio à problemas, crises financeiras e políticas, o brasileiro costuma reagir com bom humor e seguir em frente mesmo quando não sabe o que vem pela frente. Problemas... Sim, são muitos. Mas como já dizia a propaganda "Sou brasileiro e não desisto nunca!". E é exatamente valorizando aquilo que este povo tem de melhor que os jovens e adolescentes da Igreja Batista Betel em Pilar (Duque de Caxias - RJ) deram início -nesta quarta-feira (dia 09.09.09) - ao "Juventude Brasileira 2009", com o objetivo de exaltar o nome de Deus repensando a liturgia de nossa terra.

Foram momentos muito especiais na presença de Deus. A abertura contou com as artes cênicas nos lembrando que na caminhada com Deus enfrentamos muitas dificuldades mas que somos fortalecidos quando buscamos força em Jesus Cristo. A luta de box encenada ao som da trilha sonora de Rocky Balboa certamente nos arremeteu a certeza de que "Em Cristo, somos mais do que vencedores!" (com o último round vencido pela juventude - é claro).

Na sequência exaltamos ao Senhor na voz do coral que convidava a congregação ao cantar "Venha cantar com a gente um novo canto brasileiro em louvor e adoração ao Senhor que nos criou brasileiros, eu e você, num só coração, adorando juntos em comunhão: Sou brasileiro!!". Com muito ritmo e dança, louvamos ao pai com alegria e singeleza de coração, colocando no altar o nosso melhor e bendizendo ao Senhor com todo o nosso ser.

Já a leitura Bíblica nos alertava que é tempo de nos aprofundarmos na caminhada cristã e não ficarmos apenas nos fundamentos da fé. Não podemos ficar como bebês que não desejam crescer, mas nos lançarmos de forma saudável na caminhada que conduz a maturidade e ao compromisso com o Pai. E na lembrança que esta caminhada é alegre (porque a alegria no Senhor é a nossa força), é que vislumbramos diversas charges no telão revelando em cada um de nós a criança que muitas vezes é sufocada em meio as lutas e crises existenciais. Sim, sorrir não é pecado e Deus certamente sabe disso!!

E foi também nos momentos do canto congregacional que nossos ritmos marcaram forte presença. Com pandeiro, cavaquinho, triângulo e agogô (dentre outros), entoamos alegres canções tendo plena consciëncia de que o ritmo que toca o coração do Senhor não é aquele feito por um ou outro instumento, mas é o ritmo emanado de todos os corações que são sinceros em sua presença.

Com a ministração do pregador, Pr. Walcyr Gonçalves (Segunda Igreja Presbiteriana de Saracuruna), fomos tocados pelo Espírito Santo que com voz suave sacudiu o nosso interior nos lembrando de que não podemos fazer diferença ao redor enquanto a mente de Cristo não fizer diferença em nós. E foram momentos de grande quebrantamento na presença do Senhor.

Logo após entoamos mais canções na presença do Pai e fomos tremendamente abençoados com as palavras de incentivo e oração da parte do pastor Efraim (pastor da igreja local).

E é isso aí. Pra você que foi, ficam aqui um pouco da lembrança. Pra você que não foi, fica aqui o relato e o convite dizendo que ainda tem muita coisa pela frente. Não desanime por ter perdido o início, mas faça um propósito de estar conosco nos outros dias, afinal: "você é brasileiro e não desiste nunca!".

Grande abraço a todos!!

Pr. Rodrigo Gonçalves

sábado, 8 de agosto de 2009

Me avise!!

Deus, por favor me avise!!
Me avise quando:

- em nome da fé eu estiver me afastando de ti

- eu estiver exercendo domínio ao invés de cuidado

- eu me esquecer de orar por quem me comprometi

- eu cinicamente racionalizar meus erros

- estiver trocando o relacionamento contigo pela religião

- estiver atrás do púlpito, mas à frente do Senhor

- o meu amor for retórico e o meu perdão teórico

- o meditar do meu coração for apenas uma busca intelectual

- eu me esquecer quem eu sou e me achar forte demais

- eu me esquecer de quem tu és e me achar esquecido

- eu amar as coisas e usar as pessoas

- eu me esquecer de tudo isso que escrevi

Senhor, por favor me avise! Seja lá como for, me avise. Não me abandone em minhas próprias mãos, mas sejas tu o braço forte e a mão amiga a me conduzir por caminhos eternos em meu interior oscilante.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Negar-se? Não!

Então Jesus disse aos seus discípulos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. “ – Mateus 16:24

Em 1995, após um acirrado concurso, eu adentrei a ExPCex (Escola preparatória de Cadetes do Exército) e venci todos os obstáculos do período que pessoalmente chamo de “pede pra sair”. Não foram dias fáceis, mas pela graça de Deus eu venci e continuava lá. Minha família viajou para Campinas (SP) e participou vibrando de todo o cerimonial de entrada na escola. Com 18 anos e aluno da escola eu já era equiparado a um terceiro sargento e tinha um futuro brilhante pela Academia Militar de Agulhas Negras onde, posteriormente, me tornaria oficial do Exército Brasileiro. Mas foi no primeiro dia de aula que tudo aconteceu. Mal o professor tinha entrado na sala, Deus me fez a seguinte pergunta em espírito: “Eu deixei a minha glória por você, você deixaria tudo isso por mim?”. A princípio pensei que fosse loucura, mas reconheci a voz do Senhor e decidi obedecer. Após conversar com todos os oficiais da Escola – incluindo o coronel responsável por ela – abri mão de tudo, devolvi minhas fardas e retornei ao RJ onde pude ingressar no seminário anos depois e posteriormente ser consagrado ao ministério pastoral.
Ao pensar sobre o texto bíblico acima, lembrei-me desta experiência e também constatei que o termo negar-se não é algo muito bem visto em nossos dias. Vivemos na era do prazer e da felicidade a qualquer preço. As pessoas não vêem com bons olhos o convite de Jesus. Muitas pessoas querem segui-lo, mas pulando esta parte do versículo. E este *hedonismo é uma filosofia que tem dominado e dirigido a vida de muitos cristãos que afirmam seguir a Cristo mas que verdadeiramente não aceitam o caminho da autonegação. São crentes que não abriram mão do eu.
Infelizmente, não é muito difícil nos depararmos com crentes que são crentes enquanto o evangelho não os desafia e enquanto Deus não pede “seu filho Isaque”. São pessoas que louvam a Deus nos cultos, carregam a bíblia igualzinho a qualquer outro, mas que não estão dispostas a entrar na fornalha em nome de Deus como Sadraque, Mesaque e Abdnego. São pessoas que com facilidade negam sua fé para não entrarem na cova dos leões ou para não passarem 40 anos no deserto. Afinal, fornalha, leões e deserto não são figuras muito atraentes, não é?
Mas tente responder as seguintes perguntas:
· Se Deus te pedir o que você mais deseja na vida, você está disposto a abrir mão? Ou você se esconde atrás do termo: “É difícil”?
· Você crê que Deus pode te proibir de fazer algo que você queira muito porque ele sabe que aquilo vai te fazer mal no futuro?
O fato é que, pra muitas pessoas, o mandamento de amar a Deus acima de todas as coisas é apenas uma frase bonita a ser repetida quando necessário.
Neste dia de hoje, quero convidá-lo a renovar seu voto com Deus e decidir ser um crente fiel. Lembre-se que só quem “entrega o seu Isaque” é que experimenta a provisão de Deus, só quem entra na fornalha é que vê o quarto homem, só quem entra na cova dos leões é que vê o livramento de Deus e só quem topa entrar no deserto pode viver as maiores experiências e as maiores grandezas de Deus.
Hoje, agradeço muito ao Senhor pela experiência que tive, pois ele não queria que eu fosse um oficial no exército dos homens, mas um oficial no exército de Deus.
E finalizando, quero deixar a você um outro texto que diz: “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida” – Apoc 2:10b

Que o Senhor te abençoe e te fortaleça a cada dia mais!
Pr. Rodrigo Gonçalves

* Hedonismo - a tendência a buscar o prazer imediato, individual, como única e possível forma de vida moral, evitando tudo o que possa ser desagradável.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Na metade do caminho...

O Ritmo era frenético. Afinal, 50 shows pela frente não é pra qualquer um. Muitos ensaios, muito esforço, muitos planos, muito dinheiro pela frente, no entanto, tudo parou na metade do caminho.
'O mundo foi pego de surpresa' anunciavam os repórteres, mas... na verdade... acho que nós nunca somos pegos de surpresa. Porque por mais que evitemos pensar ou falar, sabemos o nosso destino enquanto mortais. O grande problema é imaginarmos que seremos sempre jovens, que não sofreremos as ações do tempo ou que viveremos em uma neverland, numa `terra do nunca` onde viveremos nossos sonhos particulares para sempre.
Uma vez mais a vida nos sacode e nos aponta para o verdade que nos diz: "Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu tornará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão" - Eclesiastes 5:15. Sendo um astro pop ou um anônimo, todas as nossas conquistas nos abandonarão, todos os nossos bens ficarão para outros que muitas vezes não fizeram o mínimo esforço para ajudá-los a conseguir. Um dia será a nossa vez e dependendo de quem você seja, o`mundo não será pego de surpresa`. Momentos como este, são momentos tristes mas de nada valerão se tornarem-se apenas lembranças em um cd, documentário, livro de recortes ou memórias. A morte de Michael Jackson não terá sido em vão, se ela servir para que você reavalie o sentido da vida e perceba que Deus está gritando e nesse grito alertando: "Algo está errado com a humanidade. Vejam não criei vocês para a morte e para o sofrimento, por isso enviei o meu filho para mudar o te dar uma nova vida onde a morte não terá a palavra final'. É o convite de Deus que ironicamente usa a morte (de seu filho) para nos chamar a atenção para a vida eterna que ele tem pra nós. Somente Cristo ressuscitou e somente ele tem poder sobre a morte. Sobre a minha e sobre a sua. Mude seu rumo, valorize o que é verdadeiramente importante, busque ao Senhor enquanto se pode achar, invoque-o enquanto está perto. Pois só ele pode transformar nossa morte no início de uma vida onde notícias de morte como esta não mais existirão.
"Chegando, pois, Jesus, achou que já havia quatro dias que estava na sepultura. Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê. Jesus, pois, movendo-se outra vez muito em si mesmo, veio ao sepulcro; e era uma caverna, e tinha uma pedra posta sobre ela. Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque é já de quatro dias. Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, pois, a pedra de onde o defunto jazia. E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido. E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora. E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir."
João 11: 15,21,25,34, 38-41, 43,44
Pense nisso e que Deus te abençoe!!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A oração e os biscoitos

Hoje pela manhã minha filha (dois anos) me pediu biscoitos. Não pensei duas vezes. Estávamos tomando café e dei alguns biscoitinhos pra ela. Agora há pouco esta imagem me veio a mente enquanto pensava sobre oração e pude ver o quanto isto está ligado a relação pai-filho.
O Pr. Richard Foster certa vez escreveu que "O motivo de Deus atender às orações é que seus filhos fazem pedidos". É mais ou menos assim que funciona: minha filha me pediu biscoitos e eu fiquei feliz em atendê-la. E é simples assim, nós é que complicamos.
Deus não nos atende porque somos pessoas notáveis ou porque estamos realizando nossos deveres de casa, mas porque somos seus filhos e ele tem prazer em nos atender. A gente vive complicando isso, tentando fazer trocas com Deus, do tipo:
"Eu vou à igreja e o Senhor..."
"Eu dou o dízimo e o Senhor..."
"Eu jejuo e o Senhor..."
"Eu faço campanhas e o Senhor..."
Parece que a gente tem dificuldade de entender que o motivo pelo qual ele nos atende não é por mérito nosso, mas pelo amor que Ele tem por nós.
Então surge uma pergunta: Se o Senhor tem prazer em nos abençoar, porque nem sempre nossos pedidos são atendidos?
Ora, veja bem, se minha filha tivesse me pedido para pegar uma faca e cortá-la, eu não faria isso por mais que ela suplicasse. A grande questão é o tipo de pedido que fazemos. Quando não recebemos é porque pedimos mal - já nos dizem as Escrituras. Então o grande "segredo" para sermos atendidos é pedirmos aquilo que temos certeza de que o Pai teria realmente prazer em fazer por nós. Em suma, precisamos conhecer o Pai.
Na hora do café da manhã, minha filha não me testava. Ela sabia que naquele momento eu teria prazer em atendê-la. Ela fez o pedido certo, na hora certa e foi atendida.
Dedique-se a conhecer o Pai, ainda que seja só para fazer os pedidos certos. Ele não vai ficar chateado com você, pois Ele sabe que quanto mais você conhecê-lo, menos você se preocupará com suas necessidades e mais você valorizará a convivência com Ele.
Um forte abraço e que Deus te abençoe!!!