Mania de Entender

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Incômodo?


"Estando Jesus em Betânia, reclinado à mesa na casa de um homem conhecido como Simão, o leproso, ..."

Marcos 14:3






Quem são as pessoas desprezadas do meu tempo?
Deficientes, idosos, mendigos, doentes, presos, ...
Como eu vejo estas pessoas? Como me relaciono com elas?

Estas perguntas me incomodam muito. Na realidade percebo que tenho me preocupado intelectualmente mas não tenho feito nada de muito prático com relação a isso. Como muitos, tenho vivido minha rotina sem muita preocupação com eles.

Ao olhar para Jesus eu me sinto envergonhado e vejo o quanto preciso aprender com ele. Jesus é amigo de alguém tremendamente desprezado, alguém que era conhecido como "o leproso". Ninguém naquela época se aproximava de um cara assim e muito menos comia com ele. O leproso era alguém considerado impuro pelos judeus e o ato de comer com alguém significava ser amigo e ter intimidade com ele.

Jesus me desafia a conviver com estas pessoas, a ser solidário e humano. Reconheço minhas limitações e não sei se conseguiria ter um nível de intimidade contínua com estas pessoas, mas isso não pode me impedir de respeitá-las, de desenvolver amor por elas e de tomar atitudes que a dignifiquem e diminuam suas dores.

Olhando para Jesus vejo que eu é que sou impuro, mas ainda assim ele morreu por mim. A Graça é algo tremendo. Se Cristo fez tudo isto por mim, sinto que preciso ser grato. Preciso fazer algo por ele, não que seja uma troca ou que ele me exija, mas por gratidão.

Lembrando da palavra de Deus, percebo que quando faço algo em benefício dos menos favorecidos faço ao próprio Jesus. É a lição da bacia com água e do lava-pés.

Que o Senhor me ajude e me incomode para que eu nunca me esqueça disso e para que esta lembrança se torne em atitudes.

2 comentários:

Arnaldo Moraes disse...

Muito bom!

Parabéns pelas belas palavras.

O sofrologista católico disse...

Existem duas formas de destruir a misericórdia: eliminando o pecado e eliminando o perdão. Estas são precisamente as duas atitudes mais comuns nos dias que correm. Numa enorme quantidade de situações não se vê nada de mal. Naquelas em que se vê, não há desculpa possível. As acções do próximo ou são indiferentes ou intoleráveis. O que nunca são é censuradas e perdoadas. O que nunca se faz é combinar o repúdio do pecado com a compaixão pelo pecador.